Em conversa com Tony Tcheka
Sábado, 28 de setembro de 2024, às 13 horas, M-Bau (Campus Reichenhainer Straße)
No seu último livro, Quando os cravos cruzaram o Geba, o conhecido autor guineense debruça-se sobre as convulsões históricas que se seguiram à declaração unilateral de independência da Guiné-Bissau e à Revolução dos Cravos. Em conversa com Doris Wieser (Universidade de Coimbra), Tony Tcheka reflete sobre o significado da Revolução dos Cravos no atual discurso nacional da Guiné-Bissau.

Tony Tcheka (nome porque é conhecido na Literatura e Jornalismo), nome verdadeiro António Soares Lopes Jr, nascido na Guiné-Bissau, é um escritor, poeta, ensaísta, contista, jornalista, analista social e político e consultor internacional. É também presidente da AEGUI - Associação de Escritores da Guiné-Bissau, analista e comentador da RDP-AFRICA e coordenador do GRA - Grupo de Reflexão e Análise. É um dos 14 autores que publicaram no primeiro livro editado na República da Guiné-Bissau, Mantenhas para quem luta (1977). Das suas obras literárias destacam-se Noites de Insónia na Terra Adormecida (1996); Guiné Sabura que Dói (2008/2009); Desesperança no Chão de Medo e Dor (2016) e Quando Os Cravos Vermelhos Cruzaram o Geba (2020). Em 2024, Tcheka publicou a sua coleção de poesia Terra Naufragada em Sol Anoitecido. Muitas das suas obras foram também reconhecidas internacionalmente. Em 2020 e 2021, foi membro do júri do Prémio Camões. É membro do Observatório da Língua Portuguesa e também membro do júri do Prémio UCCLA Revelação em Literatura. É também membro do júri do prémio literário Pena de Ouro, no Brasil. Tony Tcheka é um grande defensor da literatura da Guiné-Bissau e já (co-)editou cinco volumes de poesia guineense até à data: Mantenhas para quem Luta (1977); Momentos Primeiros de Construção (1978); Poesia Moderna Guineense (1990); Eco do Pranto (1992); Barkafon di Poesia na Kriol (1997). Apoia também grupos de jovens escritores e jornalistas. Liderou a publicação de Bambaram no jornal Nô Pintcha e é cofundador do GREC - Grupo de Ação Cultural, da Revista Tcholona Cultural e da cooperativa Corubal. Em 2018, fez parte da equipa fundadora do Centro PEN/Guiné-Bissau. Foi Secretário Executivo da UNAE União dos Artistas e Escritores da Guiné-Bissau e presidiu à primeira Associação de Jornalistas da Guiné-Bissau - AJGB. Tony Tcheka foi comissário das exposições "Coisas da Terra" (2021) sobre arte e literatura da Guiné no Palácio Baldaya em Lisboa e "Olhares de Guinendade - Arte e Cultura da Guiné Bissau" (UCCLA-2022) em Lisboa. Recebeu inúmeros prémios e distinções. Por exemplo, foi homenageado em Lisboa pela organização "Prémios da Lusofonia" pelos seus serviços à língua portuguesa e recebeu o "Diploma de Mérito Grau de Engenheiro de Almas", atribuído pela Sociedade de Autores Guineenses (SGA) pela sua contribuição para a literatura e cultura guineenses e o prémio literário Guerra Junqueiro em Portugal em 2020.